sábado, março 24, 2007

Como e que se sabe

que se atingiu o limite?

Como e que se sabe que nao se pode mais? Que nao se tem forca pra mais? Que se fez tudo e que mesmo assim nao foi suficiente?

Como e que se sabe em que ponto, quando se esta perdida na estrada, quando nao se encontra o destino que se achava que procurava, que e finalmente tempo de fazer marcha atras? Tempo de ir pra um sitio que nao e o destino, mas que pelo menos se conhece?

Quando se corre, o corpo avisa. Ou e a bolha, ou a dor na anca ou no joelho. Algo nos obriga a parar naquele preciso momento. Ali. Nao da mais. E isto acontece na maioria dos desportos.

Como e que se sabe, na vida, que se chegou a esse momento?

11 comentários:

AEnima disse...

Oh querida, acho que todos ja estivemos ai um dia ou outro na vida. E cada um acaba por descobrir. O meu lema e', se ja ando a pensar nisso e' porque nao estou bem e preciso de mudar. No entanto, ao falares, parecia que estava a ouvir o dialogo de um filme (que nao lembro sequer qual eh)... em que no fim, se aperceberam que, mesmo depois de pensar que ja ultrapassaram a linha do limite da paciencia, continuam juntos, logo, vale sempre a pena.

Olha, acho que nao ajudei nada. O que eu faria no teu caso? Ja fiz. Mas eu sou muito diferente de ti, e a verdadeira felicidade da-se ao correr uma longa rua de alegrias e precalcos e continuando sempre forte a olhar em frente, sobreviventes.

Mil beijos e um abraco apertado, que eu gosto muito de ti miuda, e nao te quero ver assim.

AEnima disse...

Ah, quanto a preservativos, nao sou eu que sou alergica nao. Simplesmente experimentei para saber do que falo quando preciso de falar a alguem sobre sexo seguro no HIV/AIDS center.

Teresa disse...

Pois é complicado saber quando chegámos a esse ponto...mas eu soube quando só pensava que estava mal e queria mudar, quando os maus momentos suplantaram os menos maus!!! E quando os bons já não me diziam nada!!!!
Beijinhos

chiqui disse...

Nao se sabe nunca CK, acho eu...Ou sabe-se ja a muito tempo, e vive-se num sistema de morte lenta, ou como eu lhe gosto de chamar "paz podre". Porque queremos sempre acreditar que ainda da para um ultimo stretch, e mais um, e mais um...

Ck in UK disse...

Aenima - o problema nao e estar ai um dia ou outro. O problema e estar ai ha MUITO tempo.

Teresa - as vezes e impossivel fazer o balanco desses momentos. esse e q e o problema

chiqui - essa da paz podre esta que nem uma luva.

obrigada pelo apoio. bjos a todas

calamity jane disse...

Oh minha linda!!! Quem me dera ter algo de útil para te dizer... Só tenho um abraço apertado - e, mesmo assim, virtual. Mas bem real. De mim para ti. (Se quiseres apanhar um abiongue, tenho - continuo a ter - um sofá-cama e uma mantinha quentinha... vem passar o fds. Ficamos acordadas até às tantas a dizer mal dos gaijos. Boa??? ;-)))

Smas disse...

Ai, linda, nem sei o que te diga...
Bjs grandes daqui para aí...

Actriz Principal disse...

Não é fácil sair da nossa zona de conforto...

Beijo!

Mamã P. disse...

Acho que no fundo sabemos, tal como a bolha ou a dor na anca, mas tentamos não perceber...
Força e um abraço apertado para ti!!

Mãe Frenética disse...

Então, eu acho q atingimos o limite qdo arranjamos a coragem para "bater com a porta".
Sim, é esse o limite...

Cool Mum disse...

Priscilita,
Paz podre, pensar que se estaria melhor without (ou pelo menos mais tranquila). Anda cá, aceita o convite da calamitosa.
Um abraço apertado.